terça-feira, 10 de julho de 2007

Bará


Orixá Princípio de Movimento e Interligação. O Mensageiro dos Orixás.
Bará pode ser o mais benevolente dos Orixá se é tratado com consideração e generosidade.
Identificado como o diabo, por características peculiares de seu comportamento como: irreverência, prepotência, arrogância, astúcia.. Ele é dono das chaves dos portais, encruzilhadas e caminhos. Suas saudações, obrigações e cortes, devem sempre ser feitos em primeiro lugar.

Saudação - alupô ou lalupô.
Dia da Semana - segunda-feira.
Número - 07 e seus múltiplos.
Cor - vermelha.
Guia - corrente de aço (para alguns), vermelha escura (para outros).
Oferenda - pipoca, milho torrado, 07 batatas inglesas assadas e azeite de dendê.
Adjuntós - Elegba com Oiá Timboá, Lodê com Iansã ou com Obá, Lanã com Obá ou com Oiá, Adague com Oiá ou com Obá, Agelú com Oxum Pandá e as vezes com Oiá.
Ferramentas - corrente, chave, foice, moeda, búzios.
Ave - galo vermelho.
Quatro pé - cabrito branco, marrom, vermelho ou de cor escura, menos preto.

Bará Lodê - São Pedro, quando faz adjuntó com Iansã, São Benedito com faz adjuntó com Obá.
Bará Lanã - Santo Antônio do Pão dos Pobres
Bará Adague - Santo Antônio
Bará Agelú - Menino no colo do Santo Antônio

Os filhos de Bará possuem um caráter ambivalente, ora são pessoas inteligentes e compreensivas com os problemas dos outros, ora são bravas, intrigantes e ficam muito contrariadas. As pessoas de Bará não têm paradeiro, gostam de viagens, de andar na rua, de passear, de jogos e bebidas. Quase sempre estão envolvidas em intrigas e confusões. Guardam rancor com facilidade e não aceitam ser vencidas. Por isso para ter-se um amigo ou filho de Exú é preciso que se tenha muito jeito e compreensão ao tratar-se com ele.

Conta a lenda que houve uma demanda entre Bará e Oxalá para que pudesse saberquem era o mais forte e respeitado, e foi aí que Oxalá provou a sua superioridade pois, durante o combate, Oxalá apoderou-se da cabaça de Bará a qual continha o seu poder mágico transformando-o assim em seu servo. Oxalá então permitiria que Bará a partir de então recebesse todas as oferendas e sacrifícios em primeiro lugar. A Importância de Bará é fundamental, uma vez que ele possui o privilégio de receber todas as oferendas e obrigações em primeiro lugar, nenhuma obrigação deve ser feita sem primeiro saudar a Bará. É o dono de todas as encruzilhadas e caminhos, é o homem da rua, quem guarda a porta e o portão de nossas casas, quem tranca, destranca e movimenta os mercados, os negócios, etc. Bará também nos confirma tudo no jogo de IFÁ (Búzios).
Conta-se que Aluman estava desesperado com uma grande seca. Seus campos estavam secos e a chuva não caia. As rãs choravam de tanta sede e os rios estavam cobertos de folhas mortas, caídas das árvores. Nenhum Orixá invocado escutou suas queixas e gemidos. Aluman decidiu, então, oferecer a Bará grandes pedaços
de carne de bode. Bará comeu com apetite desta excelente oferenda. Só que Aluman havia temperado a carne com um molho muito apimentado. Bará teve sede. Uma sede tão grande que toda a água de todas as jarras que ele tinha, e que tinham, em suas casas e dos vizinhos, não foram suficientes para matar sua sede. Bará foi á torneira da chuva e abriu-a sem pena. A chuva caiu. Ela caiu de dia, ela caiu de noite. Ela caiu no dia seguinte e no dia depois, sem parar. Os campos de Aluman tornaram-se verdes. Todos os vizinhos de Aluman cantaram sua glória:

• Dono dos dendezeiros, cujos cachos são abundantes;
• Dono dos campos de milho, cujas espigas são pesadas!
• Dono dos campos de feijão, inhame e mandioca!

E as rãzinhas gargarejavam e coaxavam, e o rio corria velozmente para não transbordar!
Aluman, reconhecido, ofereceu a Bará carne de bode com o tempero no ponto certo da pimenta. Havia chovido bastante.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

O Batuque no Rio grande do Sul:Príncipe Custódio


Detenho-me agora, mesmo que sucintamente, sobre um dos mais controvertidos personagens do campo afro-gaúcho, um príncipe africano, herdeiro do trono de Benin, que morou no Rio Grande do Sul de 1899, quando chegou à cidade de Rio Grande, até 1935, quando faleceu em Porto Alegre.

Segundo informações colhidas por Maria Helena Nunes da Silva junto a diferentes fontes — bibliográficas, intelectuais africanos e, sobretudo, dois filhos biológicos de Custódio — este descendia da tribo pré-colonial Benis, dinastia de Glefê, da nação Jeje, do estado de Benin, na Nigéria. Seu nome tribal era Osuanlele Okizi Erupê, filho primogênito do Obá Ovonramwen (Silva, 1999).

Há diferentes versões sobre sua saída da terra natal. Todas, porém, estão associadas à invasão britânica ao reino de Benin, em 1897, diante da qual não se sabe ao certo se Osuanlele teria resistido, ou fugido, ou, então, feito um acordo com os britânicos para deixar o país e viver no estrangeiro, onde receberia mensalmente uma pensão do governo inglês (a mais provável).

De fato, Dionísio Almeida, filho de Custódio, relatou a Maria Helena que seu pai teria deixado Benin em direção ao Porto de Ajudá, acompanhado por oficiais ingleses e por parte do seu Conselho de Chefes, onde teria permanecido por cerca de dois meses, dali embarcando para o Brasil, tendo chegado ao porto de Rio Grande em 7 de setembro de 1899, com uma comitiva formada de 48 pessoas, em sua maioria membros do seu Conselho.

Segundo aquele informante, antes de chegar a Rio Grande Custódio teria estado em Salvador, depois no Rio de Janeiro, tendo se estabelecido em Rio Grande por orientação dos orixás, através dos ifás. Custódio permaneceu nesta cidade até o dia 4 de outubro de 1900, quando se transferiu para Pelotas, e no dia 4 de abril de 1901 veio para Porto Alegre, a convite do então presidente do estado, Julio de Castilhos, que algumas semanas antes o teria procurado em Pelotas como último recurso para remediar um câncer que tomava conta de sua garganta.

Como teve uma melhora temporária, teria convidado Custódio a morar em Porto Alegre para continuar a tratá-lo nesta cidade, o que não impediu, porém, a morte de Julio de Castilhos aos 43 anos de idade, em 1903.

domingo, 24 de junho de 2007

Balança é o coroamento!


A balança é o coroamento,é a confirmação da festa de quatro patas para os orixás.É a reunião de todosd os orixás numa roda onde somente os prontos e os Babalorixás e Yalorixás podem participar.A balança é o terômetro que medirá o comportamento da obrigação,pois,de acordo com a suavidade com que os orixás se comportem ao dançar,na mesma,terá sido a aceitação ou não daquele ebó pelos orixás.Em hipótese alguma a balança poderá rebentar,depois que a mesma for fechada e que o tamboreiro começe a tocar o axé de reza para a balança,sob pena de que alguma das pessoas que integram aquela obrigação ou até mesmo que o chefe do terreiro venha a morrer decorrente de haver sido rebentada a balança.
O orixá,quando a festa for de quatro patas,não deverá chegar antes de iniciar a balança,pois,o mesmo,só chegará antes se a obrigação estiver errada ou se algo de muito grave estiver para acontecer e o mesmo veio para avisar.
Quando se fizer uma balança para os orixás novos,de Bará a Chapanã e outra para os orixás velhos,Oxum,Iemanjá e Oxalá,a pessoa que participar de uma (novos),não poderá participar de outra(velhos).
Balanças de Orixás:
*Para Bará(Legba,Lodê)Ogum(Avagã):
Composta de 14 ou 07 homens(só homens)e com a porta da rua aberta.
*Para Bará,Ogum,Iansã,Obá e Ossanha:
Composta de 14 ou 07 pessoas(homens e mulheres)
*Para Xangô:
Composta de 12 ou 06 pessoas(homens e mulheres)
*Para Chapanã:
Composta de 18 ou 09 pessoas(homens e mulheres)
*Para Odé,Otim,Oxum,Iemanjá,Oxalá:
Composta de 32,16 ou 08 pessoas(homens e mulheres).
Quando a balança não for específica para um orixá ela deve ser composta por pessoas em múltiplos de 06 ou de 08:06,12,18,24,30 ou 08,16,24,32.
Reza:
Amaô eliço bô xangô acaraô anicéu anicéu
R:Eliço godô acaraô anicéu anicéu
Abaorô
R:Anicéu anicéu
Enicéum abaorô
R:Anicéum abaorô
Eliço godô acaraô anicéum,anicéum
R:Eliço godô acaraô anicéum,anicéum
Alujá.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Nação Cabinda


A nação Cabinda, originária de Angola, adotou o panteão dos Orixás Iorubas, embora estas divindades Bantus teriam como nome correto Inkince.

Os Inkinces são para os Bantus o mesmo que os Orixás para os Yorubás, e o mesmo que os Voduns são para os Jêjes. Não se trata da mesma divindade, cada Inkince, Orixá ou Vodum possui identidade própria e culturas totalmente distintas. A linguagem ritual originou-se predominantemente das línguas Kimbundo e Kikongo; são línguas muito parecidas e ainda utilizadas atualmente. O Kimbundo é o segundo idioma nacional em Angola. O Kikongo, provém do Congo, sendo também falado em Angola.

Aqui no Rio Grande do Sul a raiz forte da Cabinda foi o Sr. Valdemar Antonio dos Santos, filho do Orixá Xangô Kamucá Baruálofina; e uma de suas descendentes foi a Sra. Madalena de Oxum, que se destacou grandiosamente dentro desta nação.

Outros que se iniciaram pelas mãos de Valdemar de Xangô, e alguns, com sua morte passaram para as mãos de Mãe Madalena de Oxum: Pai Tati de Bará, Mãe Palmira de Oxum, Ramão de Ogum, Moacir de Xangô (tinha o apelido de Guri Bontito), Pai Mario de Ogum e Pai Nascimento de Sakpatá, oriundo de outra nação. Depois foram surgindo outros ícones da nação Cabinda, onde podemos citar Pai Romário de Oxalá, filho de santo de Mãe Madalena de Oxum; Mãe Olê de Xangô, mulher de Pai Tati de Bará; Pai Henrique de Oxum, enteado e filho de santo de Mãe Palmira de Oxum; Pai Adão de Bará de Exu Biomi; Pai Cleon de Oxalá; Antonio Carlos de Xangô, Alabê e Babalorixá, Mãe Marlene de Oxum, filha de santo de Pai Romário; Pai Paulo Tadeu de Xangô; Pai Genercy de Xangô; Hélio de Xangô, Pai Adão de Bará; Didi de Xangô; João Carlos de Oxalá, de Pelotas; Juarez de Bará; Pai Gabriel de Oxum, que foi um grande Babalorixá da Nação Cabinda, filho de santo de Romário de Oxalá; Lurdes do Ogum; Enio de Oxum, também da casa de Pai Romário; Luiz vó da Oxum Docô, foi filho de santo de Pai Romário de Oxalá; Ydy de Oxum, filho de santo de Pai Henrique de Oxum, entre muitos outros que conservam, ainda, os fundamentos desta Nação tão importante nos rituais Africanos do Sul.

Os praticantes da Nação Cabinda também se valem dos rituais da Nação Ijexá, já que esta última é atualmente a modalidade ritual predominante aqui no Rio Grande do Sul; a diferença se dá basicamente no respeito à memória de seus ancestrais e a outros fatores como o início dos fundamentos da Nação Cabinda, que é justamente onde termina os das outras Nações: o cemitério.

O Orixá Xangô é considerado Rei desta nação, e é o dono dos Eguns, juntamente com Oyá e Xapanã; E o culto aos Eguns é tão forte que na maioria dos terreiros desta nação, se encontra o assentamento de Balé (culto aos Eguns); Os filhos de Oxum, Yemanja e Oxalá, podem entrar e sair de cemitérios quando necessário for, sem nenhum prejuízo a sua feitura, já nas outras nações estes só entram no cemitério em extrema necessidade; Se estiver acontecendo uma festa num terreiro de Cabinda, e se o Orixá Xangô, tendo recebido oferendas de quatro pés, e vier a falecer algum membro da casa ou da família religiosa, não ficará a obrigação prejudicada, conforme acontece nos outros terreiros, nos quais teriam que interromper toda a obrigação.

Os Orixás cultuados na Nação Cabinda são os mesmos da Nação Ijexá acrescentando Bará Elegba, Oyá Dirã e Oyá Timboá que são cultuados em alguns terreiros desta Nação. Na maioria das vezes as oferendas também são iguais com pouca diferença como por exemplo a obrigação do peixe que em alguns terreiros de Cabinda oferecem Pintado a determinados Orixás, que no Ijexá damos Jundiá.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Rezas Nação Cabinda!

[bara]
[bara]
[ogum]
[oya]
[xango]

Orixás!


1-Comidas de frentes dos Orixás:
*Bará Elegba - Milho torrado,amendoim torrado,feijão preto torrado,miamiã gordo,07 bifes com epô,pimenta verde e pimenta da costa,07 cachimbos de taquara recheados com pimenta.
*Bará Lodê - Milho torrado,pipoca,07 batatas inglesas assadas,07 opetés de batatas ingleas cozidas sem casca.
*Bará Lanã e Adague - Milhor torrado,pipoca,07 batatas inglesas assadas.
*Bará Agelú - Milho torrado claro com mel,pipoca,07 batatas inglesas assadas,milho cozido(axoxó),07 tiras de côco.
*Ogum Avagã - Churrasco de costela de gado frito no epô,miamiã gordo,3,5 ou7 pedaçoes de laranjka azeda.
*Ogum Onira,Olobedé,Adiolá - Churrasco de costela de gado frito no epô,miamiã gordo.
*Iansã/Oyá Timboá,Dirã - Pipoca,07 rodelas de batatas doce fritas no epô,1 batata doce assada,feijão miúdo cozido e refogado com azeite comum e tempero verde.
*Xangô Aganju Ibeje - Amalá - Pirão com um pouco de farinha de milho grossa junto com carne de peito com osso frita no azeite comum,mostarda cozida só no bafo da panela da carne,depois que a mesma estiver frita,colocar 06 bananas da terra ou catarina,01 maçã vermelha partida em 04 partes e 06 doces de massa.
*Xangô Agandju e Agodô - Amalá sem doces.
*Odé - Costela de porco frita no azeite comum,miamiã doce.
*Otim - Costela de porco frita no azeite comum,miamiã doce,08 ou 13 fatias de batata inglesa fritas no azeite comum.
*Obá - Canjica amarela cozida,feijão miúdo cozido.Refogar a canjica e o feijão miúdo com epô e salsa.
*Ossanha - Um opeté de batata inglesa cozida sem casca,mimiã gordo,03,07 ou 11 folhas de alface que servirá de forro,07 ou 11 rodelas de ovo cozido,07 ou 11 pedços de linguiça de porco,cágado feito de batata inglesa cozida sem casca e amassada.
*Xapanã Jubeteí,Belujá,Sapatá - Milho bem torrado,feijão preto bem torrado,amendoim bem torrado e pipoca.
*Oxum Epandá e Ibeje - Canjica amarela cozida e refogada com mel,08 doces de massa,01 ção verde partida em 04 pedaços,03 ou 06 bananas da terra ou catarina.
*Oxum Epandá - Canjica amarela cozida
*Oxum Ademum - Couve manteiga partida fina,refogada com farinha de milho,gema de ovo cozidoesmagado e misturado com a couve.
*Oxum Olobá - Canjica amarela cozida e refogada com mel.
*Oxum Adocô - Canjica amarela e canjica branca cozida misturada.
*Iemanjá Bocí,Bomí - Canjica branca cozida refogada com salsa
*Iemanjá Nanã Borocum - Canjica branca refogada com tempero verde e um pouquinho de sal.
*Oxalá Obocum,Olocum,Dacum,Jobocum - Canjica branca cozida.
*Oxalá Oromilaia - Canjica branca cozida,04 ovos partidos cada um em dois pedaços ao comprido.
2 - Tipos de Aves oferecidos aos Orixás:
*Bará Legba - Galo vermelho escuro
*Bará Lodê - Galo vermelho
*Bará Lanã,Adague,Agelú - Frango vermelho
*Ogum Avagã - Galo prateado escuro
*Ogum Onira,Olobedé,Adiolá - Frango Prateado
*Iansã/Oyá Timboá,Dirã - Galinha Carijó escura
*Iansã Oyá - Franga carijó
*Xangô Agandjú Ibeje - Frango de raça garnizé(menos preto)
*Xangô Agandjú - Frango branco
*Xangô Agodô - Galo branco
*Odé - Frango pintado colorido
*Otim - Franga pintada colorida
*Obá -Galinha de pescoço pelado(menos preta)
*Ossanha - Galo de raça arrepiado(menos preto)
*Xapanã Jubeteí - Frango carijó
*Xapanã Belujá - Galo carijó
*Xapanã Sapatá - Galo carijó escuro ou vermelho
*Oxum Epandá Ibeje - Franga de raça Garnizé
*Oxum - Galinha amarela
*Iemanjá - Galinha ou Franga branca
*Oxalá - Galinha ou franga branca
*Oxalá Oromiláia - 1Galinha branca e 1 preta
3 - Tipos de animais de Quatro Patas:
*Bará Legbá - Bode preto com aspa,inteiro com testículos
*Bará Lodê - Cabrito ou Bode com aspa,inteiro,de qualquer cor
*Bará Lanã - Cabrito até 6 meses de idade,com aspa,inteiro e qualquer cor(menos preto)
*Bará Adague e Agelú - Cabrito até 4 meses de idade,com aspa,inteiro de qualquer cor(menos preto)
*Ogum Avagã - Bode com aspa,inteiro,de qualquer cor inclusive preto
*Ogum Onira,Olobedé,Adiolá - Bode com aspa,inteiro,de qualquer cor(menos preto)
*Iansã Oyá,Timboá,Dirã - Cabrita com aspa,mãe,de qualquer cor(menos preto)
*Xangô Agandju Ibeje - Cordeiro,inteiro,de cor branca
*Xangô Agandju - Carneiro com aspa pequena(novo),inteiro,de cor branca
*Xangô Agodô - Carneiro com aspa volteada(velho),inteiro,de qualquer cor(menos preto)
*Odé - Porco novo,inteiro,de qualquer cor(menos preto)
*Otim - Porca nova,inteira,mãe,de qualquer cor(menos preto
*Obá - Cabrita mocha(sem aspa),de qualquer cor(menos preta)
*Ossanha - Cabrito com aspa,inteiro,de qualquer cor
*Xapanã - Bode com aspa,inteiro,de qualquer cor
*Oxum Epandá Ibeje - Cabrita até 4 meses,com aspa,de qualquer cor
*Oxum Epandá,Ademum,Olobá,Adocô - Cabrita com aspa,mãe de qualquer cor
*Iemanjá - Ovelha branca
*Oxalá - Cabrita branca
4 - Aves de Meio - Quatro Pé:
*De Bará Legbá até Xapanã Sapatá - Casal de galinha d´angola cinza
*Oxum - Casal de marrecos brancos
*Iemanjá e Oxalá - Casala de patos brancos
5 - Peixes oferecidos aos Orixás após os Quatro pés:
*Bará Elegbá,Lodê e Ogum Avagã - Peixes Jundiá
*Ogum Onira até Oxalá Oromiláia - Peixes Pintado
6 - Inhalas de Orixá:
São partes dos animais sacrificados que após limpas são destinadas somente aos Orixás:
*Inhalas de Pombo e de Aves:
A ponta do pescoço fritas,
A ponta das asas fritas,
Os pés sem o couro e sem as unhas fritas,
O fígado fritos,
O coração fritos,
A moela(aberta e limpa) frita,
Os ovos do pombo ou ovários da pomba fritos,
*Inhalas de Animais de Quatro patas:
A cabeça do animal crua,
As patas com couros e cruas,
Os testículos do animal macho crus,
As tetas do animal fêmea cruas,
O fígado cru,
O coração cru,
A passarinha(baço)cru.
7 - Quantidade de Aves para o Bori:
* De Bará,Ogum,Iansã,Obá e Ossanha,sacrificar:
Na cabeça:07 aves correspondente ao orixá e 1 casal de pombos.
No corpo: 03 aves
Em cada passagem:01 ave correspondente ao orixá.
*Xangô,sacrificar:06 aves correspondente ao orixá e 1 casal de pombos.
No corpo: 03 aves
Em cada passagem:01 ave correspondente ao orixá.
*Odé,Otim,Oxum,Iemanjá,Oxalá,sacrificar:
Na cabeça:08 aves correspondente ao orixá e 1 casal de pombos.
No corpo: 03 aves
Em cada passagem:01 ave correspondente ao orixá.